Junção de referências abstratas e reais no design

18/01/2010 • Escrito por Alexandre Ferrer

quadrado

Desde pequenos quando iniciamos nossa educação chamando as professoras de “tias”, aprendemos que o correto é sempre pintar dentro do quadrado e que não devemos fazer nada fora da folha.

Lembro de um episódio que aconteceu comigo durante essa época. Recebi um exercício de colorir e pintei de forma diferente. Não obedeci as linhas, segui mais ou menos a abertura do programa “Cata Vento” da TV Cultura. Quando apresentei o desenho lembro que a professora chamou minha atenção dizendo que estava errado e deveria pintar dentro das linhas.

Passado alguns anos do ocorrido, com mais bagagem cultural percebi que desde pequenos aprendemos a pensar dentro do quadrado e que isso acaba limitando nosso futuro independente de nossa profissão.

Por exemplo, se pedirmos para uma criança e um adulto desenharem algo do mesmo tema, teremos desenhos distintos já que o referencial de uma criança é menor do que de um adulto, por isso o desenho de uma criança é mais livre, ela ainda não está presa dentro da caixa do pensamento.

Nem tudo dentro da criação vem de referências reais, a utilização de referências abstratas também é uma boa forma de criar. Penso que devemos fazer um “mix” dessas referências, para assim obter boas idéias.

Podemos observar peças publicitárias que são muito criativas e isso vem da forma de pensar do criador, que soube ultrapassar a barreira do quadrado e trazer para a realidade o lúdico.

Não quero dizer que em todos os trabalhos devemos utilizar referências abstratas, pois isso depende muito do tipo de produto/serviço e a mensagem que foi proposta para o design. Uma coisa que tenho em mente é que um bom design não é sempre aquele que traz mais cores e mais efeitos e sim aquele que capta a essência da informação que deseja transmitir e faz isso com a maior clareza possível atingindo seu objetivo.

3 Responses to “Junção de referências abstratas e reais no design”

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  1. Este artigo é muito interessante. Continue o bom trabalho! Obrigado!

  2. Ale Ferrer says:

    Essa é uma forma de pensar sobre criação, isso vai depender muito da forma do designer pensar. abraços

  3. Ettore says:

    No caso da professora, vc não seguiu o briefing, cara…refação mesmo..rss
    Pensamento criativo tá certo, mas ás vezes o cliente não precisa disso, precisa do convencional.

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